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Quarta-feira de Cinzas


A Quarta-feira de Cinzas na Igreja é um momento especial porque nos introduz precisamente no mistério quaresmal.Uma das frases – no momentio da imposição das cinzas – serve de lembrete para nós: 'Lembra-te que do pó viestes e ao pó, hás de retornar.' A cinza quer demonstrar justamente isso; viemos do pó, viemos da cinza e voltaremos para lá, mas, precisamos estar com os nossos corações preparados, com a nossa alma preparada para Deus.A Quarta-feira de Cinzas leva-nos a visualizar a Quaresma, exatamente para que busquemos a conversão, busquemos o Senhor. A liturgia do tempo quaresmal mostra-nos a esmola, a oração e o jejum como o princípios da Quaresma.A própria Quarta-feira de Cinzas nos coloca dentro do mistério. É um tempo de muita conversão, de muita oração, de arrependimento, um tempo de voltarmos para Deus.Eu gosto muito de um texto do livro das Crônicas que diz: “Se meu povo, sobre o qual foi invocado o meu nome, se humilhar, se procurar minha face para orar, se renunciar ao seu mau procedimento, escutarei do alto dos céus e sanarei sua terra” (II Cr 7, 14).A Quaresma é tempo conversão, tempo de silêncio, de penitência, de jejum e de oração.Eu, padre Roger, pergunto para Deus: “Senhor, que queres que eu faça”? - mesma pergunta de São Francisco diante do crucifixo. Mas, geralmente, a minha penitência é ofertar algo de que eu gosto muito para Deus neste tempo quaresmal. Você, que fuma, por exemplo, deixe de fazê-lo na Quaresma. Tenho certeza de que após esse tempo quaresmal Deus o libertará do vício do cigarro. Você, que bebe, não beba, permitindo que o próprio Deus o leve à conversão pela penitência que você está fazendo. Talvez você precise fazer penitência da língua, da fofoca. Escolha uma coisa concreta e não algo que, de tão abstrato, não vai levá-lo a nada. Faça penitência de novela, você que as assiste. Tem de ser algo que o leve à conversão.O Espírito Santo o levará à penitência que você precisa fazer nesta Quaresma.

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Tempo da Quaresma


Para qualquer festa importante, a gente costuma se preparar. E se prepara bem! Festa de 15 anos, formatura, casamento, bodas etc.... E quanto mais importante a festa, parece que mais tempo leva a preparação. Você com certeza conhece exemplos de festa preparada até com mais de um ano de antecedência... Na preparação já se começa a viver a festa. Nós cristãos celebramos todo ano a festa da Páscoa: Morte e ressurreição de Jesus e nossa. É a maior de todas as festas. A mais importante... Grande demais para ser preparada em apenas três dias ou uma semana. Por isso, estendemos a sua preparação para quarenta dias. Daí Quaresma, período de quarenta dias, que vai da quarta-feira de cinzas até a quinta-feira santa pela manhã. Nesses quarenta dias de preparação para a Páscoa, Deus nos leva a lembrar os quarenta anos do povo de Deus no deserto. Sobretudo, Deus nos leva a reviver os quarenta dias que Jesus passou no deserto, preparando-se para a sua missão.  É um tempo forte na vida da Igreja, em que fazemos o caminho para a Páscoa, motivados pela Palavra e unidos aos sentimentos de Jesus Cristo, cultivando a oração, o amor a Deus e a solidariedade com os irmãos. É um tempo em que, na tradição da Igreja, os catecúmenos se preparam intensamente para o batismo na noite da Páscoa, isto é, na Vigília pascal. É um tempo de graça e bênção, escuta mais intensa da palavra de Deus, de conversão e mudança de vida, de recordação e preparação do batismo, de reconciliação com Deus e com os irmãos; tempo de oração mais intensa; tempo de jejum como aprendizarem, entrega e docilidade à vontade do Pai; tempo de esmola ou de partilha de bens e de gestos solidários, de carinho com os pobres e necessitados. As celebrações mais importantes do tempo da Quaresma são: Quarta-feira de cinzas, através da qual abrimos esse tempo de preparação pascal: "Convertei-vos, e crede no Evangelho!".

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A Missa de 7º dia



A Igreja Católica ensina que se deve rezar pelos mortos, para que se livrem, o quanto antes, das penas do purgatório. Este ensinamento da Igreja se fundamenta no texto do livro dos Macabeus, em que Judas Macabeu ordena que se façam sacrifícios no Templo de Jerusalém pelas almas de seus soldados que haviam morrido numa batalha, por terem pecado levemente contra Deus: "Santo e salutar pensamento este de orar pelos mortos. Eis porque ofereceu um sacrifício expiatório pelos defuntos, para que fossem livres dos seus pecados" (cfr. II Macab. XII, 41-46). O costume, em toda a Igreja Católica, sempre foi o de rezar Missa pelos mortos logo após o seu falecimento, no mesmo dia do sepultamento. Era a chamada Missa de corpo presente, ou Missa rezada diante do cadáver da pessoa pela qual se oferecia a Missa. Aqui no Brasil, se arraigou o costume de rezar a Missa no sétimo dia após o falecimento.  É claro que era melhor rezar essa Missa logo após o falecimento, e não esperar sete dias para rezá-la, porém é legítimo e válido a Missa de Sétimo Dia. No entanto, a origem aqui no Brasil de se rezar no sétimo dia é desconhecida. 

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Advento


O Ano Litúrgico começa com o Tempo do Advento; um tempo de preparação para a Festa do Natal de Jesus. Este foi o maior acontecimento da História: o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Dignou-se a assumir a nossa humanidade, sem deixar de ser Deus. Esse acontecimento precisa ser preparado e celebrado a cada ano. Nessas quatro semanas de preparação, somos convidados a esperar Jesus que vem no Natal e que vem no final dos tempos.
Nas duas primeiras semanas do Advento, a liturgia nos convida a vigiar e esperar a vinda gloriosa do Salvador. Um dia, o Senhor voltará para colocar um fim na História humana, mas o nosso encontro com Ele também está marcado para logo após a morte.
Nas duas últimas semanas, lembrando a espera dos profetas e de Maria, nós nos preparamos mais especialmente para celebrar o nascimento de Jesus em Belém. Os Profetas anunciaram esse acontecimento com riqueza de detalhes: nascerá da tribo de Judá, em Belém, a cidade de Davi; seu Reino não terá fim... Maria O esperou com zelo materno e O preparou para a missão terrena.
Para nos ajudar nesta preparação usa-se a Coroa do Advento, composta por 4 velas nos seus cantos – presas aos ramos formando um círculo. A cada domingo acende-se uma delas. As velas representam as várias etapas da salvação. Começa-se no 1º Domingo, acendendo apenas uma vela e à medida que vão passando os domingos, vamos acendendo as outras velas, até chegar o 4º Domingo, quando todas devem estar acesas. As velas acesas simbolizam nossa fé, nossa alegria. Elas são acesas em honra do Deus que vem a nós. Deus, a grande Luz, "a Luz que ilumina todo homem que vem a este mundo", está para chegar, então, nós O esperamos com luzes, porque O amamos e também queremos ser, como Ele, Luz.

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Conclusão do Mês Vocacional - Agosto.

O que é vocação?
- Vocação é o chamado de Deus que tem como finalidade a realização plena da pessoa humana. - É um gesto gracioso de Deus que visa a plena humanização do Homem. - É dom, é graça, é eleição cuidadosa, visando a construção do Reino de Deus. - É um chamado para fazer algo, para cumprir uma missão. - Toda pessoa é vocacionada, é eleita por Deus. - Deus elege por causa de alguns (comunidade) e esta eleição se manifesta no nosso dia a dia.
A mensagem do Evangelho à um convite contínuo a seguir Jesus Cristo. Vem e segue-me. (Mt 9,9 ; Mc 8,34; Le 18,22; Jo 8,12).

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CORPUS CHRISTI

O nome vem do latim e significa Corpo de Cristo. A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia - o sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo. Acontece numa quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue. "O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente" (Jo 6, 55 - 59).Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós. A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque. Em 1264, o papa Urbano IV através da Bula Papal "Trasnsiturus de hoc mundo", estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a Santo Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Compôs o hino Lauda Sion Salvatorem (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes. A procissão com a hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que lea se tornou um grande cortejo de ação de graças.No Brasil, a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento. A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ale é alimentado com o próprio corpo de Cristo. Durante a missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.

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FESTA DA SANTÍSSIMA TRINDADE

O Mistério da Santíssima trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. Só Deus pode-se dar a conhecer, revelando-se como Pai, Filho e Espírito Santo. Foi Jesus sobretudo quem revelou o Pai, Ele como Deus, e o Espírito Santo; isto não foi invenção da Igreja.
A verdade revelada da Santíssima Trindade está nas origens da fé viva da Igreja, principalmente através do Batismo. “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós” (2Cor 13,13; cf. 1Cor 12,4-6; Ef 4,4-6) já pronunciavam os Apóstolos.
A Trindade é Una. Não professamos três deuses, mas um só Deus em três pessoas: “a Trindade consubstancial”, ensinou o II Concílio de Constantinopla em 431 (DS 421 ). As pessoas divinas não dividem entre si a única divindade, mas cada uma delas é Deus por inteiro: “O Pai é aquilo que é o Filho, o Filho é aquilo que é o Pai, o Espírito Santo é aquilo que são o Pai e o Filho, isto é, um só Deus por natureza” (XI Concílio de Toledo, em 675, DS 530). “Cada uma das três pessoas é esta realidade, isto é, a substância, a essência ou a natureza divina” (IV Conc. Latrão, em 1215, DS 804). Por fim Deus é o Criador, Jesus Cristo é o Salvador e o Espírito Santo o Santificador.

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Mês da Bíblia

 
Desde o Vaticano II, a Bíblia ocupou um espaço privilegiado na família, nos grupos de reflexão, círculos bíblicos, na catequese e nas pequenas comunidades. A Igreja no Brasil desenvolveu toda uma prática de leitura e reflexão da Bíblia que muito contribui para o sustento da fé e da caminhada das pessoas. É uma forma muito rica de viver a missão da Igreja que é a de servir a Palavra.
O Mês da Bíblia surgiu há 39 anos por ocasião do 50º aniversário da Arquidiocese de Belo Horizonte. Desde então tem destacado a importância da leitura, do estudo e da contemplação das Sagradas Escrituras. Na verdade, o Mês da Bíblia contribuiu muito para o desenvolvimento da Pastoral Bíblica no âmbito paroquial e diocesano. Hoje, se percebe a necessidade da Animação Bíblica das Pastorais em vez da existência de apenas uma pastoral entre as demais dedicada às Sagradas Escrituras. A Animação Bíblica vem a ser a forma mais adequada de acentuar a centralidade da Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja.

Texto extraído do site da  CNBB.

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São João Maria Vianney

O futuro Cura d’Ars nasceu na pequena localidade de Dardilly, perto de Lyon, na França, no dia 8 de maio de 1786, de família de agricultores piedosos. Foi consagrado a Nossa Senhora no próprio dia do nascimento, data em que foi também batizado.
Sua instrução foi precária, pois passou a infância em pleno Terror da Revolução Francesa, com os sacerdotes perseguidos e as escolas fechadas. João Maria tinha 13 anos quando recebeu a Primeira Comunhão das mãos de um sacerdote “refratário” (que não tinha jurado a ímpia Constituição do Clero), durante o segundo Terror, em 1799.(1)
Com a subida de Napoleão e a Concordata com a Santa Sé, foi possível a João Maria iniciar seus estudos eclesiásticos aos 20 anos, terminando-os aos 29, depois de mil e uma contrariedades.
É impossível, nos limites de um artigo, abranger toda a vida apostólica do Cura d’Ars. Por isso limitar-me-ei a abordar um aspecto dela, que foi como transformou a pequena localidade de Ars de modo a tornar-se ponto de admiração de toda a França.
Ars ao tempo da chegada do santo
Quando o jovem sacerdote chegou a Ars, esta era um pequeno aglomerado de casas, contando apenas 250 habitantes, quase todos agricultores. Como a maior parte das localidades rurais da França, sacudidas durante 10 anos pelos vendavais da Revolução Francesa, encontrava-se em plena decadência religiosa. Vivia-se um paganismo prático formado de negligência, indiferentismo e esquecimento das práticas religiosas.
A cidadezinha de Ars assemelhava-se às paróquias vizinhas, não sendo nem melhor nem pior que elas. Havia nela um certo fundo religioso, mas com muito pouca piedade.
Como transformá-la num modelo de vida católica, ambição de São João Batista Vianney?
Santificando-se para santificar os outros
Primeiro, pela oração e pelos sacrifícios do vigário por suas ovelhas. Já no dia de sua chegada, o Padre Vianney deu o colchão a um pobre e deitou-se sobre uns sarmentos junto à parede, com um pedaço de madeira como travesseiro. Como a parede e o chão eram úmidos, contraiu de imediato uma nevralgia, que durou 15 anos. Seu jejum era permanente, habitualmente passando três dias sem comer; e quando o fazia, alimentava-se somente de batatas cozidas no início da semana e já emboloradas. Mas ele sobretudo passava horas e horas ajoelhado diante do Santíssimo Sacramento, implorando a conversão de seus paroquianos.
Uma de suas primeiras medidas práticas foi reformar a igreja que, por respeito ao Santíssimo Sacramento, desejava que fosse a melhor possível.
“Esforcemo-nos para ir para o Céu”
Confessionário onde o Santo Cura d‘Ars atendia fiéis diariamente
Outra de suas solicitudes foi para com a juventude. Atraía todos para o catecismo. Exigia que este fosse aprendido de cor, palavra por palavra, e só admitia à Primeira Comunhão quem estivesse assim devidamente preparado. Instava com os meninos e adolescentes para que cada um levasse sempre consigo o Rosário, e tinha no bolso alguns extras para aqueles que houvessem perdido o seu.
Paulatinamente os esforços do santo foram sendo coroados de êxito, de maneira que os jovens de Ars chegaram a ser os mais bem instruídos da comarca.
Nas missas dominicais, pregava sobre os deveres de cada um para consigo, para com o próximo e para com Deus. Falava constantemente do inferno e do que precisamos fazer para evitá-lo: “Ó, meus queridos paroquianos, esforcemo-nos para ir para o Céu. Lá havemos de ver a Deus. Como seremos felizes! Que desgraça se algum de vós se perder eternamente!”
Ele exigia a devida compostura e atitude própria a bons católicos na igreja, por respeito à Presença Real de Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento.

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Em quem você vai votar?


“O governante sábio organiza seu povo, e autoridade de quem é sensato será estável. Qual governante do povo, tais serão seus ministros; qual prefeito da cidade, tais serão seus habitantes. Um rei sem bom senso arruinará seu povo; as cidades se povoarão pela sensatez de seus chefes.” (Eclo 10,1-3)

Este ano de 2010 é muito importante. Teremos eleições no Brasil. Elegeremos o preseidente da Republica, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.
Nós os eleitores teremos a responsabilidade de votar em pessoas que sejam dignas desses cargos e funções. Um voto dado irresponsavelmente, quem vai sofrer é o povo.

' Texto extraido do folheto "Em quem você vai votar?" do regional Nordeste 3 da CNBB'

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LITURGIA.

O que é Liturgia?

Liturgia é, antes de tudo, AÇÃO. Ação supõe movimento. A liturgia se expressa mediante palavras e gestos. Por isso, dizemos que a liturgia é feita de sinais sensíveis, ou seja, sinais que chegam aos nossos sentidos (tato, paladar, olfato, visão e audição). Antigamente, fora do campo religioso, liturgia queria dizer ação do povo. A Igreja passou a aplicar este termo para indicar ação do povo reunido para expressar sua fé em Deus.

O que é Celebrar?

Celebrar tem vários significados: festejar em massa, solenizar, honrar, exaltar, cercar de cuidado e de estima. O ser humano é naturalmente celebrativo. As pessoas facilmente se reúnem para celebrar aniversários, vitórias esportivas, formaturas, batizados, casamentos, funerais, etc. O ato de celebrar implica alguns elementos importantes:
1. Celebrar é um ato público (reunião de pessoas). Não tem sentido uma pessoa celebrar o próprio aniversário sozinha, fechada num quarto!
2. Celebrar supõe que haja momentos especiais. Momentos privilegiados. Não se celebra a toda hora.
3. Celebrar requer motivação. Os motivos podem ser os mais variados, como nascimento e um bebê na família, dia da pátria, dia das mães, etc.
4. Celebrar depende de ritos. O que são ritos? São gestos que se repetem. Por exemplo, nos aniversários, quais são os atos que se repetem? O convite, a chegada dos amigos, o bolo geralmente enfeitado, as velinhas, o canto de parabéns, os comes-e-bebes...São atos próprios da festa de aniversário. Por isso não se confunde com uma festa de casamento, que por sua vez é composta de outros atos...
5. Celebrar requer tempo. É necessário que haja hora marcada, a fim de que os participantes se orientem. A celebração também tem uma duração (uma hora, o dia todo, uma semana...dependendo do que se trata). Todos esses dados, a saber: ato público, momentos especiais, motivação, ritos, espaço e tempo se aplicam a todo tipo de celebração.

Celebrações Litúrgicas:

O que são celebrações litúrgicas? São encontros de Deus com seu povo reunido. Esses encontros se realizam mediante algumas condições que chamamos elementos constitutivos da celebração litúrgica. Os principais elementos que constituem uma celebração litúrgica são os seguintes:

1. Assembléia: são pessoas batizadas que se reúnem para celebrar.
2. Ministros: há os ministros ordenados - bispos, padres, diáconos - e os ministros instituídos - leitores e acólitos. Há numerosos outros ministros não ordenados nem instituídos: ministro da Palavra, ministro do batismo...e ministros para os vários serviços da celebração litúrgica.
3. Proclamação da Palavra de Deus. Leitura de um trecho da Bíblia, escolhido para a celebração.
4. Palavra da Igreja: explicação da palavra proclamada, homilia, orações.
5. Ações simbólicas: ritos e símbolos mediante os quais os fiéis entram em comunhão com Deus.
6. Canto: indispensável na celebração, o canto expressa a harmonia dos cristãos, unidos pela mesma fé.
7. Espaço: local da celebração, mas dignifica também ocasião para se reforçar os laços de fraternidade; momento da organização e luta por melhores condições de vida, e ambiente da festa humana.
8. Tempo: é a sucessão das horas do dia e da noite, mas é também o instante de graça de Deus; são momentos em que Deus, desde toda a eternidade, vai realizando seu plano de salvação na história humana.
Texto apresentado na primeira reunião da Equipe de Liturgia de nossa paróquia.

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Pão Partilhado.

Jesus ressuscitado, companheiro do caminho

Todo mundo conhece a história dos dois discípulos que caminham com Jesus sem reconhece-lo (Lc 24, 13-35). Dois discípulos a caminho de casa... Tristeza no peito e incompreensão na mente. Nada parecia fazer sentido. Estava tudo tão bom, mas de repente as coisas tomaram outro rumo... alguém se põe entre eles, conversa e caminha junto, faz companhia. Escuta e pergunta. Esclarece, tira dúvidas. Depois de conversarem muito, finge que vai adiante, mas é convidado a ficar. O forasteiro se põe à mesa e faz tudo o que o Mestre havia feito na última ceia pascal. Mas quando ele parte o pão, os discípulos reconhecem o peregrino que andava com eles: era Jesus! Estava com eles o tempo todo! O mesmo que tinha sido torturado e morto na cruz, agora está vivo! A história não havia acabado naquele túmulo. A morte dele agora tem sentido: o sentido da entrega, da doação de si mesmo pela causa do Reino. O partir do pão os faz lembrar disso: partilhar a vida não é o fim, mas começo de tudo! Por isso, eles voltam para a comunidade e anunciam que Jesus está vivo.

Companhia: pão partilhado

O companheiro do caminho havia feito os discípulos (de ontem e de hoje) verem coisa. E quando falamos em companheiro, logo pensamos em alguém que está junto. E está certo: Jesus é o companheiro do nosso caminho, da nossa vida. A palavra, porém, nos revela um sentido muito bonito que podemos relacionar com a nossa reflexão. Companheiro tem a ver com pão, comer juntos o pão. Companheiro é aquele que come do nosso pão, ou seja, vive a mesma vida. Companheiro é que participa do dia-a-dia, quem toma parte da existência do outro. O pão é o “miolo” da palavra “companheiro”. É o símbolo da vida partilhada. Sinal de uma relação de doações, presença e partilha mútua. O pão é também o miolo das relações humanas, das relações da existência, sem o qual a vida se esgota (pão, comida, subsistência etc). a presença do outro na nossa vida também é pão, sustento, saciedade.

A companhia e o pão

Certa vez, os discípulos pediram a Jesus: “Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta!”. Jesus logo respondeu: “Estou com vocês há tanto tempo...” (Jô 14, 8-9). Os discípulos, em sua sede de Deus, não viram que o poço estava perto. Poderíamos dizer que, na sua “fome de Deus”, não percebiam que o pão estava diante deles. É muito difícil para nós, por exemplo, parar para perceber o ar que respiramos. Damo-nos conta disso quando nos afastamos da cidade e vamos para a roça. Lá respiramos fundo o ar puro e aprendemos a valoriza-lo. O pão quentinho do nosso café da manhã também é assim: nos alimenta diariamente sem que o percebemos e o valorizemos. Fazemos o mesmo com as pessoas, sobretudo com os mais próximos. Percebemos seu valor quando viajam, se afastam e o que é bem pior, quando morrem. A companhia dos mais próximos e o pão sofrem do descaso, da desvalorização. Mas estão sempre presentes, silenciosos, sustentando o nosso dia-a-dia. A companhia e o pão custam a ser notados, percebidos.

Onde se escondem e se encontram

No pão se esconde a companhia, a presença, a benção, o encontro. Na hora da companhia, da presença, da benção, do encontro, o pão se acha. O pão pede benção, palavra, partilha, provoca encontro. A partilha, o encontro, a benção e a companhia pedem para repousar no pão. O pão “materializa” a companhia. A companhia enche o pão de sabor. Faz seu gosto sobressair à matéria, atinge o coração, recupera as palavras, “mastiga” seu significado. O pão traz ao corpo o espírito da companhia, o sentido e o sentimento, acelera o pulso, aquece o peito. Comer juntos o mesmo pão dá alegria, fortalece a companhia, faz crescer, anima. O pão é o lugar onde se esconde e onde se revela a companhia. A companhia é presença, e esta se faz comendo o pão. Na mesa dos companheiros, haverá sempre o silencioso pão para comer. Na silenciosa companhia, haverá sempre o sustento que o pão nos oferece. A eucaristia é pão e companhia. É companheirismo do caminho, das horas tristes e sem sentido, da alegria e da partilha, da vontade e da saciedade. Pela eucaristia, o ressuscitado se coloca em definitivo como aquele que come do mesmo pão. Sua presença, sorrateira e constante, nos sustenta e aquece o nosso coração. No seu pão se esconde o companheirismo do nosso Deus, a parceria por ele jamais esquecida.

O pão nosso de cada dia

Quando Jesus se juntou com seus discípulos para cear, ele tomou o pão em suas mãos, deu graças e o partiu. Jesus assume um símbolo importante da vida humana, comum a todos os povos, do cotidiano de cada pessoa. Quem se nega a partilhar um pão? Quem nega a receber um pedaço de pão? Seria um pão partilhado uma atitude espiritual? Seria espiritual o pão quentinho preparado pelas nossas mães para o café da manhã? É espiritual o pão que a gente joga fora e o pedaço de pão que o mendigo encontra na sacola do lixo? O pão é símbolo forte. Fala ao nosso ser. Nutre o nosso corpo, nosso coração, nosso espírito. O pão é, por si só, um sinal muito forte. A primeira reação de uma pessoa diante de um pão é parti-lo. Parece até que ele nos pede: “me parta”. Se houver alguém por perto, o gesto de partir se associa logo ao de dar ao outro um pedaço. Aí vira partilha, porque duas ou mais pessoas comem do mesmo pão. Comer do mesmo pão, tomar juntos o alimento é outro sinal importante. Nas nossas casas, quando chega alguém na hora das refeições, sem avisar, sempre há comida. “Põe água no feijão”, as pessoas brincam acolhendo quem chega num clima bastante descontraído e fraterno. Partir o pão, partilhar o alimento é coisa do dia-a-dia da nossa vida. Gesto humano e bonito, que de tão simples e significativo foi assumido por Jesus como sinal da partilha da sua própria vida.

Jesus assume e diviniza o que é humano

São diversas as ocasiões em que Jesus se põe à mesa para comer com as pessoas, sobretudo as mais pobres, sofredoras, excluídas e mal faladas. Comer junto, no tempo de Jesus era um sinal muito importante. Coisa de intimidade familiar! E ele insistia em fazer isso com os excluídos (Mc 2,15-17; Lc 7, 33ss; 14, 1-4; 15,1-2). Outro sinal bonito que Jesus valorizava muito era o sinal da partilha do pão (Mt 15,36; Jo 21,13; Lc 22,19). O gosto de partir o pão na ceia, sinal de seu corpo (isto é, da sua vida), tem um significado bonito e comprometedor. Quando Jesus faz isso, ele assume também o gesto humano e cotidiano de partilhar o pão, dando a ele um sentido a mais: o sentido da sua vida rasgada, partida, compartilhada, entregue entre os irmãos.

O pão nosso dos ritos

Na apresentação das oferendas, quem preside a celebração eleva o pão, a voz e o olhar ao céu, dizendo: “Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de nossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar pão da vida”. O pão é apresentado a Deus em sua ligação com a natureza (fruto da terra), em sua ligação ao ser humano (trabalho humano) e em sua ligação ao próprio Deus (“pão... que recebemos da vossa bondade”). O pão é expressão da vida humana, da vida de toda a natureza e da bondade de Deus. Tem uma ligação com a terra, com as chuvas, com o ar. A semente sepultada foi capaz de gerar vida nova, o trigo decepado, triturado, amassado e fermentado transformou-se em pão e vida para os que dele comem. É esse o sinal assumido por Jesus. Um sinal que tem uma abertura para o infinito e uma abertura para nós, para a natureza...

O pão durante a oração eucarística

Sobre o pão e o vinho, a comunidade faz o que Jesus fez: dá graças ao Pai. Confessa a Ele a sua fidelidade manifestada em Jesus, nosso irmão. Por causa de Jesus e do que ele pediu para fazer, o ministro, ordenado para isso, invoca o Espírito Santo sobre o pão, em nome da comunidade, e relembra ao Pai o que Jesus nos pediu para fazer. A “narrativa da Instituição” na missa é memorial ao Pai, que referenda nossa súplica pela santificação dos dons. O pão que já é sinal de vida é assumido pela vida divina. Nele se encontram o divino e o humano que se encontram em Jesus. Depois disso é que vem o verdadeiro ofertório: “... nós queremos a vós oferecer este pão, que alimenta e que dá vida, este vinho que nos salva e dá coragem”. É o pão que veio da natureza, o pão que o homem amassou, o pão que Jesus tomou em sua mão, dizendo: “Isto é meu corpo” e partindo-o disse: “entregue por vós”. Na oferenda da vida de Jesus, a vida do homem, a vida da criação inteira. São Paulo nos dirá que a nossa vida está escondida em Cristo (Cl 3,3). O pão elevado com vinho, em clima de ação de graças: vida de Cristo resgatada da vida de toda a humanidade, de toda a criação: “Por Cristo, com Cristo, em Cristo”.

O sinal do pão e o gesto de partir

Um dos sinais mais bonitos da Eucaristia é o gesto da partilha do pão. Assim se revela o sentido mais profundo da ceia de Jesus: dar a vida como atitude possível de gerar vida nova. Dar a vida como ação de graças ao Pai, como louvor da existência, culto verdadeiro que Deus pede de nós. Partir o pão por adoração ao Pai e por carinho com os irmãos e irmãs, fazendo o que o Criador quer e o que necessitam os seres humanos. Precisamos abrir os olhos pára o partir do pão. Não para ficarmos adorando-o, pois o pão depois de partido deve ser comido. É preciso abrir os olhos para o partir do pão como gesto de entrega pelos outros. Deixar que o gesto nos fale dos irmãos e irmãs que querem um pedaço de pão, um pouco de vida...

Partir o pão

Aprofundando mais, partir o pão é mesmo um gesto muito importante. Lembra um frasco de perfume que se quebra, fazendo exalar todo o aroma e perfumando o ambiente... Lembra o romper da semente, para que o broto saia e produza frutos. Lembra-nos o grão moído para fazer a farinha, para fazer o pão, para alimentar multidões... Partir o pão faz lembrar a vida que se dá, que não se retém, que se derrama e se entrega pelos outros. Partir o pão chama a nossa atenção. É um gesto forte e simples ao mesmo tempo. Fala por si. Num mundo onde as pessoas não partilham mais, até incomoda! Torna-se assim um gesto profético: denuncia a ganância que acumula, que retém, que exclui e que, por isso, mata e ainda faz definhar a vida de quem só fica ajuntando. Mas também anuncia que a partilha gera vida, fraternidade, e faz vicejar, florescer a vida de quem se doa. Partir o pão é uma ação simbólica que exprime a solidariedade.
A fração do pão

O gesto da fração do pão, desde muito cedo, marca a celebração da Eucaristia como sinal da entrega amorosa de Jesus, sua auto-doação pela causa do Reino, pela vida plena dos homens e mulheres de todos os tempos. E não foi assim a vida de Jesus? Sempre se entregando, se doando, partilhando toda a sua vida pelos outros. Jesus não temia se entregar, se doar em favor da vida dos outros. Na cura do leproso (Mt 8,1-3), Jesus, ao toca-lo, restituiu-lhe a vida plena e o arranca da marginalização. Mas segundo as leis judaicas, ele se torna impuro por ter tocado aquele homem considerado impuro. Tais pessoas tornam impuro por ter tocado aquele homem considerado impuro. Tais pessoas eram banidas do convívio social. Jesus de coloca com os últimos, os afastados, os excluídos para lhes restituir a vida, mesmo que isso lhe custasse ser considerado igual a eles. Veja que o relato de Marcos para o mesmo episódio, Jesus vai para o deserto, o lugar onde os leprosos eram banidos (Mc 1,45). Na cruz, sinal da sua entrega maior, Jesus definitivamente assume o último lugar. É a entrega total! Não é à toa que ele se identifica com o pão que dá vida ao mundo (Jô 6,51). A vida inteira de Jesus é pão partido.

Gesto de coragem

Falta-nos coragem de deixar o gesto falar. Como fazer para que esse gesto nos comunique por si próprio. Nossas liturgias ainda estão por demais presas aos escrúpulos gerados pelo realismo eucarístico do pão intacto no ostensório. As hóstias já vêm prontinhas, limpinhas e individuais. Não há como partir. A hóstia grande do padre não se parece com pão, e os pedaços pouco dão para os ministros que servem o altar. As desculpas são muitas: “Usar pão dá muito trabalho, as hóstias são mais práticas!”, “O pão esfarela muito!”. Nós complicamos demais... Falta-nos abrir os olhos para ver que é possível deixar o símbolo falar sem perder o respeito devido aos dons santificados. Falta-nos abrir os olhos para a entrega de Jesus, sua ousadia de doar a vida e expressar isso num gesto tão cotidiano, simples, do dia-a-dia. Falta-nos perceber que, depois da encarnação do Verbo (Jô 1,14), o sagrado, no sentido cristão, não se opõe à simplicidade das coisas da vida humana.

O rito está obscurecido

É pena que o gesto da partilha do pão esteja tão esquecido e obscuro nas nossas celebrações. Muitos padres, sem saber, partem o pão na hora da “Narrativa da Instituição” (consagração), pois desconhecem a lógica de Deus! E até mesmo as nossas hóstias são pouco eloqüentes do ponto de vista simbólico... O gesto da fração do pão fica mais escondido ainda!
Na Eucaristia, o pão deve ser partido enquanto se canta a ladainha “Cordeiro de Deus” (nIGMR, 83. É o gesto da vida partida, doada, entregue em nossas mãos, para que comunguemos com ele: comunhão da vida com o Pai, com os irmãos, com a natureza. É comunhão com a vida triturada e rasgada dos pobres, da natureza agredida, do Cristo torturado e glorificado, que nos assume em tudo e nos inclui em sua oferenda de louvor... Louvor da vida que o pão expressa e realiza.
Sacramento do Ressuscitado
Depois da fração do pão, o presidente mistura um pedaço de pão no cálice com vinho. Para tal gesto, a IGMR (Introdução Geral do Missal Romano) N. 83, explica: “O sacerdote faz a fração do pão e coloca uma parte da hóstia no cálice, para significar a unidade do Corpo e do Sangue do Senhor na obra da salvação, ou seja, do Corpo vivente e glorioso de Cristo Jesus”. O sentido dessa ação simbólica aponta para isso: a Eucaristia é sacramento do Ressuscitado. Poder-se-ia pensar que a consagração dos dons, em separado reforçasse demais o aspecto sacrifical, no sentido herdado do Antigo Testamento em que o sangue das vítimas era separado da carne. O singelo gesto da mistura do pão no cálice com vinho afasta esse tipo de interpretação da Eucaristia, ou seja, entramos em comunhão com a vida gloriosa do Ressuscitado.
Sacramento da unidade

Existe também outra explicação para esse costume, que, de forma alguma, contradiz o que dissemos acima, mas reforça o sentido da comunhão. Em Roma, especialmente na festa da Páscoa, um pedaço do pão consagrado era enviado às outras comunidades, para que fosse misturado no vinho após a oração do Pai-Nosso, em sinal de comunhão de toda a Igreja. Esse gesto conhecido com fermentum tem origem atribuída da unidade. É ela que promove a comunhão de toda a Igreja com o Senhor da vida. Jesus Cristo. Esse gesto é acompanhado pela oração silenciosa do presidente: “Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna”. Por causa da disposição do texto, pode ficar a impressão de que essa oração com o gesto da mistura são feitos antes da fração do pão e da aclamação do “Cordeiro”. Uma leitura mais atenta das rubricas do missal pode esclarecer o equívoco. Esse gesto da mistura e a oração vêm em seqüência ao gesto da fração e do Cordeiro. Diga-se, de passagem, que seu valor é relativo ao rito da comunhão, não substituindo o valor da fração e do Cordeiro de Deus.
Orações secretas

O presidente, em seguida, reza em silêncio uma das duas “orações secretas”, assim chamadas porque feitas em silêncio e não por serem um segredo dos padres. Ambas são de cunho individual e têm origem medieval. Essas apologias eram bastante comuns nos rituais anteriores ao Concílio. Embora sua importância e sentido sejam bastante questionados, a primeira opção (a maior) é razoavelmente melhor que a segunda. Com um pouco de liberdade por parte de quem preside, a mudança do pronome pessoal para a segunda pessoa do plural pode dar uma aparência melhor a essas orações. Fica ainda a pergunta: por que essa insistente marca penitencial na celebração da Eucaristia? A Idade Média responde...
Pensando o alcance dos nossos ritos
Existem ritos e símbolos essenciais à nossa fé. Temos que zelar por eles, aprender a desentranhar o seu sentido para os fiéis de hoje e fazer através deles a epifania (manifestação) do mistério que celebramos. São para nós fonte e sustento de espiritualidade e de vida comunitária. Outros ritos, no entanto, dizem pouco, ou quase nada ao nosso povo. São ritos acessórios que com o tempo foram-se sobrepondo aos ritos essenciais, muitas vezes ocultando-lhes os sentidos. Por exemplo: hoje á bastante comum se dar mais importância ao rito da mistura do pedaço de pão no vinho do que à fração do pão. O que pensar então dessas orações secretas? Daí seguem as explicações durante as celebrações, que, além de serem freqüentemente equivocadas, pouco respeitam a linguagem própria dos ritos e símbolos que deviam falar por si. Deixemos que eles falem!

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São José.

Não há quem não se admire diante de uma pessoa singularmente dotada por Deus de dons especiais de bondade, de humildade e de silenciosa dedicação àqueles que estão sob sua responsabilidade. No calendário religioso da Igreja, amanhã, dia 19 de março, a liturgia nos apresenta a extraordinária figura de São José, que teve a missão de ser, diante da lei, o responsável pela vida de Jesus. Sua missão é admirável, silenciosa e altíssima.

O Evangelho de São Mateus (13, 55) o designa como “tekton” que o latim traduziu por “faber”, isto é: o que trabalha com madeira. E a liturgia o apresenta como “o homem justo”, dócil à voz de Deus. É ele o humilde operário de Nazaré a quem coube a alta e honrosa missão de ser o pai legal de Jesus Cristo. A ele cabe o epíteto de homem justo.

Não conservou o Evangelho nenhuma palavra de São José. Seu silêncio revela o homem adorante da vontade de Deus que se tornou o modelo da vida interior, submisso às ordens que lhe vinham do céu. São Mateus registra esta docilidade: “Agiu conforme o anjo lhe ordenara” (Mt 1,024ss): “tomou o menino e a sua mãe (Mt 2, 2 ss) e fugiu de Herodes. Tal obediência só se explica por sua grande fé.

São Bernanrdino de Sena, num dos seus belos sermões no distante século 15, lembra que se a Igreja tem uma dívida para com a Virgem Mãe, por ter recebido Cristo por meio dela, assim também, depois dela, deve a São José uma singular graça e reverência.

Todos os patriarcas, profetas e santos do Testamento Antigo, esperaram a realização das promessas que Deus lhes havia feito. Somente São José possuiu o que a palavra de Deus havia prometido: o Messias.

No silêncio de sua vida, São José foi o privilegiado servo de Deus que pode conviver com o Salvador esperado há séculos, tomá-lo nos seus braços, ser por Ele chamado de pai e sustentá-lo com o suor do seu trabalho. Eis pois aí a grandeza singular de São José.

CNBB - Dom Benedicto de Ulhoa Vieira

Em nossa Paróquia São José é festejado hoje nas comunidades de "São José"(Polivalente) com missa presidida pelo nosso Bispo Dom Armando Bucciol as 19:30h e também é festejado na Comunidade de Morrinhos as 20:00h com missa presidida pelo nosso Paróco Pe. Ademário Ledo.

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DEVOÇÃO AOS SANTOS

Essa é a terceira e ultima parte da série "Devoção aos Santos"

3. IMAGEM E IDOLATRIA

Muitos se perguntam: os católicos adoram imagens? A resposta é: Não! Nunca adoram, sempre as valorizaram. As imagens valem o que vale uma foto; ela pode estar gasta, mas recorda um ente querido. Os católicos não adoram imagens. Somente as utilizam para lembrar de alguém que é maior e a isso se chama de veneração e não de adoração. O sentido das imagens católicas está na linha da serpente de bronze que Deus mandou Moisés esculpir (Números 21, 8,9), segundo a explicação dada em Sabedoria 16, 7: “e quem se voltava para ele (o sinal da serpente), era salvo, não em virtude do que via, mas graças a Ti ó Salvador de todos”.


3.1. Imagens permitidas na Bíblia.


A Bíblia apresenta, muitas vezes, o mistério de Deus através de imagens; e a primeira imagem quem a fez foi o próprio Deus, ao criar o ser humano à sua imagem e semelhança (Gênesis 1, 27; 2, 7). O mesmo Deus manda Moisés fazer dois querunbins de ouro e colocá-los por cima da Arca da Aliança (Êxodo 25, 18-20). Manda Salomão enfeitar o templo de Jerusalém com imagens de querunbins, palmas, flores, bois e leões (1Reis 6, 23-35 e 7, 29). O Novo Testamento também apresenta o mistério de Deus através de imagens: a imagem de Jesus como cordeiro digno de receber a força e o louvor (Apocalipse 5, 12). Quando do batismo de Jesus, o Espírito Santo é apresentado em forma de pomba (Mateus 3, 16) e no dia de Pentecostes, como línguas de fogo (Atos 2, 1-3).

Jesus ensinava através de imagens: “Eu sou o bom pastor” (João 10, 14). Os primeiros cristãos vão representar Jesus desenhando um Bom Pastor com a ovelha nos ombros. Olhando esta imagem eles não adoravam um pastor, mas pensavam na ternura de Deus que, em Jesus, busca a ovelha perdida. Representar algo por imagem ou símbolo era comum na Igreja primitiva, sobretudo em tempos de perseguição. Por muito tempo, as pinturas dos santos e de cenas bíblicas nas Igrejas foram o único ‘livro’ que os cristãos mais simples puderam ler e entender.


3.2. Imagens proibidas na Bíblia, idolatria:


A Bíblia, então, não proíbe as imagens? Sim, proíbe quando sua finalidade é servir à idolatria: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te fez sair do Egito, da casa da escravidão. Não terás outros deuses diante de minha face. Não farás para ti escultura alguma do que está em cima dos céus, ou abaixo da terra, ou nas águas, debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles e não lhes prestarás culto” (Êxodo 34, 14-17; Deuteronômio 7, 5).

Podemos perceber que ídolo designa imagem feita para ser adorada como deus, como faziam os pagãos com suas divindades. Para os judeus, as imagens dos deuses são os próprios deuses pagãos. Os povos vizinhos dos judeus acreditavam em muitos deuses e faziam imagens deles. Geralmente, estes deuses, criados pelo próprio homem, serviam de apoio ao sistema injusto e cruel que maltratava o povo, em especial os pobres. Em Israel não se podia fazer imagem de Deus, não podia imaginar como Deus era, pois Ele é invisível e ninguém o tinha visto. Do Deus verdadeiro não se faz imagens, porque, todas as imagens são inadequadas para Javé. Dos falsos deuses se faziam imagens que eram chamadas de ídolos, eram rivais de Javé. Idolatria é a exclusão do Deus verdadeiro, substituindo-o por um falso deus.

O ídolo estava sempre ligado a um sistema de corrupção e opressão, levando a sociedade à divisão e à guerra por causa da ganância pela terra, bens materiais e dinheiro, fama, prazer e poder. Estes sim os verdadeiros ídolos que afastam a pessoa do Deus verdadeiro, competindo com Ele no coração (cf. Mateus 4, 1-10; Lucas 4, 1-12).

Portanto: Deus parece, mas não é incoerente, já que num lugar da Bíblia manda fazer imagens e noutro lugar o teria proibido. A imagem, hoje, mais do que nunca, faz parte da linguagem humana e é representação de pessoa, coisa, idéia. A Bíblia fala de imagens algumas vezes para denunciar a idolatria, outras vezes para mostrar o quanto a imagem é necessária para entendermos, por meio do Filho, o próprio Pai: “Ele (Jesus) é a imagem do Deus invisível...” (Colossenses 1, 15).

Os primeiros cristãos, martirizados aos milhares porque se recusaram a adorar imagens de deuses falsos, estudaram a Bíblia com atenção. Eles não tiravam esses textos que proíbem imagens de seu contexto. Comparando-os com outros textos bíblicos, ficaram convencidos de que Deus proíbe imagens de deuses falsos, adoração de ídolos que representam falsos valores, os quais induzem ao pecado. É o que faziam os povos vizinhos de Israel. Mas Deus não proíbe fazer outras imagens que contribuem para exaltar sua glória e poder. O II Concílio de Nicéia, no ano de 787, defende a veneração das imagens (pinturas e escultura) de santos pelos cristãos e o uso de símbolos nas celebrações litúrgicas.

O mesmo fez o Concílio Vaticano II, mantendo o culto às imagens conforme a tradição (LG 67), contanto que seja em número comedido e na ordem devida (SC 125).


Pe. Ademario da Silva Ledo Filho, COMIPA, Fevereiro de 2010

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DEVOÇÃO AOS SANTOS

Essa é a segunda parte da série "Devoção aos Santos", nessa parte vamos tratar da Devoção a Maria.

2. DEVOÇÃO A MARIA, A MÃE DE DEUS.


Entre os santos de Deus está, em primeiro lugar, Maria, a mãe de Jesus (Mateus 2, 1; Marcos 3, 32; Lucas 2, 48; João 19, 25). É, portanto, com a Bíblia na mão que louvamos Maria chamando-a de bem-aventurada. Nós, cristãos, veneramos Maria porque Deus a escolheu para ser a mãe de seu filho Jesus, nosso único redentor e salvador. O culto a Maria está fundado na Palavra de Deus que afirma: “Isabel cheia do Espírito Santo exclamou: bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre... Bem-aventurada aquela que acreditou porque vai acontecer o que o Senhor lhe prometeu”. (Lucas 1, 41-42; 45). Se o Espírito Santo inspira Isabel para reconhecer Maria como Bem-aventurada, recusar fazê-lo não seria não seria contradizer a inspiração do Espírito de Deus?

Maria recebeu de Deus a plenitude da graça e, por esta razão, é saudada pelo Anjo como “cheia de graça” (Lucas 1, 28). A mesma Maria, reconhecendo sua pequenez de serva agraciada por Deus, reconhece: “Todas as gerações me chamarão de bem-aventurada” (Lucas 1, 48). Durante toda sua vida, até a ultima provação, quando Jesus seu filho morre na cruz diante dela, sua fé não vacilou, Maria não cessou de crer no cumprimento da Palavra, das promessas de Deus. Por isso a Igreja venera em Maria a realização mais pura da fé (CIC 149). Nós amamos o filho de Maria, Jesus Cristo, “autor e consumador da fé” (Hebreus 12, 2). Devemos, portanto, amar sua mãe, sua fiel discípula, a primeira que nele acreditou, dando sua adesão ao plano de Deus, quando o Anjo lhe anunciou que seria mãe do Salvador.

A devoção à Virgem Maria é “intrínseca ao culto cristão” (Vaticano II – LG 62). Porém, o culto à Maria, mesmo sendo inteiramente singular, difere essencialmente do culto que se presta à Santíssima Trindade. Ao Deus uno e Trino Pai, Filho e Espírito Santo, nós adoramos. Enquanto Maria nós veneramos. Este culto de veneração toda especial à Maria se justifica porque ela é reconhecida como Mãe de Jesus, o Filho de Deus e, antes do seu nascimento, Maria é saudada como “a mãe do meu Senhor” (Lucas 1, 43). O Concílio de Éfeso, no ano de 413, reconheceu Maria como Mãe de Deus: Mãe de Jesus, Deus encarnado. Por isso, a Igreja assim a venera com especial devoção.

Para Maria damos inúmeros títulos: Nossa Senhora das Graças, de Lourdes, Aparecida, Fátima, do Carmo, da Penha... Mas é sempre a mesma Maria de Nazaré, a Mãe de Jesus que a Bíblia nos apresenta toda de Deus (Lucas 1, 38), toda do povo (Lucas 1, 39. 52-53. 56), orando com a Igreja (Atos 1, 14). Foi Jesus que, morrendo na cruz, entregou sua mãe à Igreja na pessoa do discípulo João que, junto com Maria, estava aos pés da cruz: “Eis ai tua mãe” (João 19, 27). E o discípulo a levou para sua casa. A casa do discípulo, nós sabemos, é a comunidade, a Igreja. Maria é, portanto, presença materna na comunidade dos que acreditam em Jesus.

O exemplo de Maria não afasta de Jesus, pelo contrário, arrasta a humanidade para a adoração de seu Filho: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (João 2, 5). Eis o que nos ensina Maria; é sua ultima palavra na Bíblia, é seu testamento. Maria faz eco à Palavra do Pai quando da transfiguração de Jesus: “Este é o meu filho amado, que muito me agrada. Escutem o que ele diz” (Mateus 17, 5). Concluímos que o culto à Maria é bíblico, neste não há idolatria. A devoção à Maria nos leva a Jesus, à comunhão com Ele. Jesus é a meta de toda devoção Mariana. A alegria de Maria é que aceitemos e sigamos Jesus, como assim ela o fez.

Maria não é o centro da fé, o centro da fé é Jesus. Porém, Maria faz parte do centro da fé porque faz parte, de forma única, da vida de Jesus. Mãe e Filho estão ligados no plano de Deus e não podem ser separados; não se pode reconhecer o Filho e não reconhecer a Mãe. Aceitemos a vontade de Deus, aceitemos o presente que Ele nos dá: MARIA.

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O Tempo da Quaresma.



Chama-se Quaresma os 40 dias de jejum e penitência que precedem à festa da Páscoa. Essa preparação existe desde o tempo dos Apóstolos, que limitaram sua duração a 40 dias , em memória do jejum de Jesus Cristo no deserto. Durante esse tempo a Igreja veste seus ministros com paramentos de cor roxa e suprime os cânticos de alegria: O "Glória", o "Aleluia" e o "Te Deum".

Na Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Nesse tempo santo, a Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade.

Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa.

Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo.

Por que a cor roxa?

A cor litúrgica deste tempo é o roxo que simboliza a penitênica e a contrição. Usa-se no tempo da Quaresma e do Advento.

Nesta época do ano, os campos se enfeitam de flores roxas e róseas das quaresmeiras. Antigamente, era costume cobrir também de roxo as imagens nas igrejas. Na nossa cultura, o roxo lembra tristeza e dor. Isto porque na Quaresma celebramos a Paixão de Cristo: na Via-Sacra contemplamos Jesus a caminho do Calvário

Qual o significado destes 40 dias?

Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.

O Jejum

A igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais necessita é de Deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm a mesma função. Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados, na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa.

Pela lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e 60 anos. Porém, podem ser substituídos por outros dias na medida da necessidade individual de cada fiel, e também praticados por crianças e idosos de acordo com suas disponibilidades.

O jejum, assim como todas as penitências, é visto pela igreja como uma forma de educação no sentido de se privar de algo e reverte-lo em serviços de amor, em práticas de caridade. Os sacrifícios, que podem ser escolhidos livremente, por exemplo: um jovem deixa de mascar chicletes por um mês, e o valor que gastaria nos doces é usado para o bem de alguém necessitado.

Quais são os rituais e tradições associados com este tempo?

As celebrações têm início no Domingo de Ramos, ele significa a entrada triunfal de Jesus, o começo da semana santa. Os ramos simbolizam a vida do Senhor, ou seja, Domingo de Ramos é entrar na Semana Santa para relembrar aquele momento.

Depois, celebra-se a Ceia do Senhor, realizada na quinta-feira Santa, conhecida também como o lava pés. Ela celebra Jesus criando a eucaristia, a entrega de Jesus e portanto, o resgate dos pecadores.

Depois, vem a missa da Sexta-feira da paixão, também conhecida como Sexta-feira Santa, que celebra a morte do Senhor, às 15h00. Na sexta à noite geralmente é feita uma procissão ou ainda a Via Sacra, que seria a repetição das 14 passagens da vida de Jesus.

No sábado à noite, o Sábado de Aleluia, é celebrada a Vigília Pascal, também conhecida como a Missa do Fogo. Nela o Círio Pascal é acesso, resultando as cinzas. O significado das cinzas é que do pó viemos e para o pó voltaremos, sinal de conversão e de que nada somos sem Deus. Um símbolo da renovação de um ciclo. Os rituais se encerram no Domingo, data da ressurreição de Cristo, com a Missa da Páscoa, que celebra o Cristo vivo.

CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

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DEVOÇÃO AOS SANTOS

Essa é a primeira parte do texto de formação "Devoção aos Santos", que foi produzido pelo Pe. Ademário Ledo para a formação dos missionários da COMIPA e que será publicado aqui no Blog.

1. DEVOÇÃO AOS SANTOS.

A Bíblia nos ensina que Deus é três vezes santo só Ele é santo. Deus comunica a santidade, é um Deus santificador e deseja um povo santo: “Sede santos, porque eu, Javé, sou santo” (Levítico 19, 2; 20, 26). A santidade de Jesus é idêntica à santidade de seu Pai (João 17, 11). Jesus santifica os cristãos; o Espírito Santo é o agente santificador dos cristãos. Jesus vai recomendar: “Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mateus 5, 48). Portanto, a santidade é vocação de todo cristão. “A vontade de Deus é esta: a vossa santificação” (1 Tessalonicenses 4,3).
Ser santo é cumprir a vontade de Deus em nossa vida. Santos são, portanto, todos aqueles que vivem o Evangelho e, de forma toda especial, os que já se encontram hoje na casa do Pai. Os Santos não ocupam o lugar de Deus, não são inventados pelos homens, não são deuses, mas criaturas de Deus, a quem Deus privilegiou com um amor especial e viu este amor ser correspondido. Eles só são reconhecidos como santos porque foram amigos íntimos do único Deus que os santificou. Os santos são heróis da fé vivida no amor, fé no único Deus verdadeiro, o Deus revelado em Jesus Cristo.
Nenhum católico adora os santos, mas os respeita e venera como amigos de Deus. Este respeito e veneração vêm da fé na ressurreição, pois os que morrem no Senhor estão com Ele. Vem da fé na “comunhão dos santos”. Os santos intercedem por nós diante de Deus. A Bíblia nos mostra que Deus opera milagres pela intercessão dos santos. Um exemplo é a cura do coxo de nascença, operada por São Pedro e São João junto à porta do Templo: “Não tenho nem ouro nem prata, mas o que tenho isto te dou. Em nome de Jesus Cristo Nazareno levanta-te e anda” (Atos 3, 1-9). E a Bíblia apresenta outros inúmeros exemplos afirmando que “Deus fazia não poucos prodígios por meio de Paulo” (Atos 19, 11-12). Jesus é nosso único mediador entre Deus e os homens, e Ele disse: “O Pai dará a vocês tudo o que pedirdes em meu nome” (João 15, 16).
Um santo só opera em nome de Jesus porque só em Jesus está a fonte da graça e a força de Deus. Os santos não estão em oposição ao Senhor. Ao contrário, colocam em evidencia a glória e santidade de Jesus Cristo, cabeça da Igreja e nosso único salvador. Pois foi Jesus mesmo que afirmou: “Eu garanto a vocês, quem crer em mim, fará as obras que eu faço, e fará maiores do que estas, porque eu vou para o Pai” (João 14, 12). Ninguém pode ser santificado sem entregar sua vida por Jesus e pelos irmãos. Honrar um santo significa reconhecer a força transformadora da Palavra de Deus, que santifica quem a aceita e a coloca em prática.
O santo é para os cristãos um exemplo de quem testemunhou sua fé no seguimento de Jesus. Nós católicos temos a alegria de abrir nosso álbum de família – a nossa família da fé – e contemplarmos uma fileira de heróis na fé, os santos, nossos irmãos e amigos que conseguiram servir a Deus com fidelidade, e junto de Deus pedem por nós.

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Datas Litúrgicas.


03/01/10 - Epifania do Senhor
10/01/10 - Batismo do Senhor
17/02/10 - 4ª feira de Cinzas
04/04/10 - Páscoa da Ressurreição
16/05/10 - Ascensão do Senhor
23/05/10 - Pentecostes
30/05/10 - Santíssima Trindade
03/06/10 - Corpus Christi
11/06/10 - Sagrado Coração de Jesus
04/06/10 - São Pedro e São Paulo
15/08/10 - Assunção de Nossa Senhora
07/11/10 - Todos os Santos
21/11/10 - Cristo Rei
28/11/10 - 1º Domingo do Advento
25/12/10 - Natal do Senhor
26/12/10 - Sagrada Família

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Sacramentos.


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. DEFINIÇÃO: O que é Sacramento.


Do latim sacramentum (de sacrare, “consagrar”). Os sacramentos são sinais eficazes da graça de Deus, instituídos por Jesus Cristo e confiados à Igreja, para a santificação dos homens. Os sacramentos no Novo Testamento, instituídos pelo Cristo Senhor e confiados à Igreja, como ações de Cristo e da Igreja, constituem sinais e meios pelos quais se exprime e se robustece a fé, se presta culto a Deus e se realiza a santificação dos homens; por isso, muito concorrem para criar, fortalecer e manifestar a comunhão. Sendo dignamente celebrados na fé, os sacramentos conferem a graça que cada um deles significam. São eficazes, porque neles atua o próprio Cristo; isto é, os sacramentos atuam de forma ex opere operato (Independe do sujeito e da realização do ato), em virtude da obra salvífica de Cristo, é realizado de uma vez para sempre, independentemente da santidade do ministro.

1.1. Quanto à validade:

Os sacramentos deixam marcas indeléveis, isto é, não se apagam com o tempo. Daí a necessidade de uma boa preparação para receber os mesmos. Por outro lado, diante de alguns casos especiais, no caso o sacramento do matrimônio, a Igreja reconhece nulidade e no caso do sacramento da ordem o ministro ordenado pode deixar de exercê-lo; mas isso não significa simplesmente “anular” um determinado sacramento, mas como já foi dito reconhecer que mesmo havendo todo o ritual, por determinado fato, não houve sacramento.

1.2. Quanto a quantidade:

Os sacramentos compreendem o numero de sete: Batismo, Crisma, Eucaristia, Penitencia, Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimonio. O numero sete na linguagem bíblica quer dizer: a plenitude, a totalidade. Assim, não é necessário que sejam 6, 3 ou 10, mas simplesmente sete.

1.3. Quanto ao rito:

O sacramento somente é válido mediante a matéria e a forma. A matéria, ou seja, o sinal sensível, determinável, pode tratar-se de um objeto material ou de uma ação externa. A forma é o elemento determinante, esta por sua vez é o meio de tirar a ambigüidade significativa da matéria, colocando-a diretamente em relação com a graça significativa e causada pelo sacramento. Normalmente, a forma é constituída por palavras denominadas comumente “fórmula”. É mediante a linguagem que atribuímos um significado simbólico a uma coisa. Não se exclui, porém, que essa linguagem possa ser mímica e não precisamente oral.

1.4. Quanto aos símbolos:

ÁGUA BATISMAL: Simboliza a vida, onde há água brota vida e fertilidade – a água purifica limpa. Assim como as águas do Mar Vermelho afogaram a cavalaria do Faraó, as águas batismais destroem o pecado, afogam o mal. VELA ACESA: (Fogo). No batismo simboliza o Jesus ressuscitado que vence a escravidão da morte. Na crisma simboliza a presença do Espírito Santo de Deus presente na vida do crismando. ÓLEO: A palavra Cristo quer dizer ungido, escolhido por Deus para uma missão especial. Por isso, o óleo é o símbolo da força da missão nova que é recebida, simboliza também a graça de Deus que deve penetrar na vida inteira do cristão. PÃO E VINHO: Corpo e sangue de Cristo; lembra-nos a última ceia de Jesus com os apóstolos, a multiplicação dos pães, a partilha dos bens, as diversas ceias em que Jesus também participou. Enfim, os símbolos tornam visíveis as realidades invisíveis.

2. SACRAMENTOS DE INICIAÇÃO CRISTÃ.

(São sinais de adesão a Cristo e a seu projeto de vida).

2.1. BATISMO:

“Porta” que abre o acesso aos demais sacramentos. “Quem não renascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus” (Jo 3,5). Realidade necessária (ao menos em desejo) para a salvação. Aquele que crer e for batizado será salvo, o que não crer será condenado Mc 16, 16 – Pelo Batismo somos: Libertos do pecado. “Todos os que forem batizados em Cristo Jesus, é na sua morte que fomos batizados... quem morreu ficou livre do pecado”. Rm 3,3.7. De novo gerados como filhos de Deus. “Nova criatura” 2Cor 5, 17, e deve viver como tal. – Incorporados à Igreja, sacramento de salvação. Ele é, portanto, o fundamento do sacerdócio comum dos fiéis, pois, “feitos participantes a seu modo, do múnus sacerdotal, profético e régio de Cristo, os batizados são chamados a exercer, segundo a condição própria de cada um, a missão que Deus confiou para a Igreja cumprir no mundo” (Cân. 204, 1). Uma vez incorporados somos feitos participantes de sua missão. – Configurados a Cristo por “caráter indelével”. Somos feitos filhos no Filho por excelência, o Cristo, ao qual somos configurados. “... o próprio Espírito se une ao nosso espírito para testemunhar que somos filhos de Deus. E se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo”. Rm 8, 16-17.

2.2. CRISMA OU CONFIRMAÇÃO:

“Por este dom do Espírito Santo os fiéis são configurados mais perfeitamente a Cristo e revestidos de força a fim de darem testemunho de Cristo, para a edificação de seu corpo, na fé e na caridade”. Necessário à consumação da graça batismal, pois ele torna ainda mais profunda a participação na natureza divina, iniciada no batismo. Este constitui uma opção fundamental, uma conversão, uma consagração, como algo que atinge a sua maturidade. Enriquece com o dom do Espírito a pessoa. Muito mais do que sacramento da confirmação do batismo é o sacramento da experiência de Deus, no Espírito, para o seguimento de Jesus. Vincula o confirmado mais perfeitamente a Deus, fortalece e obriga ao testemunho pela palavra e ação na defesa e difusão da fé (Cf. Vaticano II. LG 11).

2.3. EUCARISTIA:

Fonte e ápice de toda a vida cristã. Por esta razão os demais sacramentos, ministérios e tarefas se ligam a ela e a ela se ordenam, pois nela está contido todo o bem da Igreja, o próprio Cristo. Vale ressaltar também a sua dimensão de eclesialidade. A Eucaristia é fonte e cume não só da vida de cada cristão, mas da Igreja como um todo. Igreja e Eucaristia são dos aspectos de uma mesma realidade. Presença salvífica de Cristo entre nós. Por ela, continuamente se vive e cresce a Igreja e que pela Eucaristia, é significada e se realiza a unidade do povo de Deus e se completa a construção do corpo de Cristo. É ação do próprio Cristo e da Igreja, ação pela qual, em Cristo Deus santifica o mundo, como do culto que no Espírito Santo os homens prestam a Cristo e, por Ele ao Pai. Mistério fundamental do encontro entre Deus e o homem. Presença viva e atuante do mistério de Cristo. Todo mistério da salvação se faz presente e atuante nela, enquanto memorial que se perpetua, através dos séculos, o sacrifício da cruz. Dimensões essenciais da Eucaristia: Ela é ao mesmo tempo Sacramento-sacrificio – Sacramento-comunhão e Sacramento-presença. - A Eucaristia tem os seguintes nomes, designações e aspectos: Ação de graças; Ceia do Senhor; Fração do Pão; Santo Sacrifício; Comunhão; Santa Missa; Santos Mistérios... cujas virtualidades apresentam um desafio constante para a Igreja e os cristãos que dela participam. Quando bem entendida, é o ato mais contestador contra as estruturas injustas e de todos os egoísmos, porque nos convoca constantemente a crescer unidos num só corpo.

  1. SACRAMENTOS DO SERVIÇO.

(São sinais da colaboração mútua que deve haver entre os cristãos).

3.1. ORDEM:

Enquanto os sacramentos da iniciação cristã fundam a vocação comum de todos os discípulos de Cristo e visa sua santificação pessoal, a ordem como também o matrimônio, ordenam a salvação de outrem. Daí serem denominados sacramentos do serviço da comunhão. Se na antiguidade a palavra ordem designava corpos constituídos no estado civil para o governo, na Igreja a integração num desses corpos era feita por um rito chamado ordinário, palavra reservada ao ato sacramental que integra na ordem bispos, presbíteros e diáconos. Por isso, podemos dizer que o sacramento da ordem não é da igreja, mas é também para a Igreja. O sacramento da ordem, segundo a tradição da Igreja se dá de três formas: Diaconato; Presbiterato e Episcopado. Estes recebem o nome de “ordens sagradas”. Sacramento uno e não trípice, embora seja conferido em três graus: Unidade de tarefa, mas de diversidade de participação.

3.2. MATRIMÔNIO:

O Matrimônio tem como centro o amor mútuo entre o homem e a mulher. “Mútua entrega de pessoas”. Trata-se de um amor eminentemente humano, porque parte de uma pessoa e se dirige a outra pessoa, mediante o afeto da vontade. Assim, o matrimônio não se reduz a um frio contrato, mas, sobretudo aliança ou entrega mútua no amor. Deixa marca indelével, porém em alguns casos pode-se reconhecer a nulidade desde que haja causa para tanto. É importante lembrar ainda que este é o único entre os sete sacramentos que é celebrado por quem o recebe. A saber: os noivos.

4. SACRAMENTOS DA CURA.

(Sinalizam a saúde e a vida plena que a adesão a Jesus nos dá. Comunicam a salvação, isto é, nos conscientizam do amor de Deus por nós e nos ajudam a responder amorosamente).

4.1. PENITENCIA:

“Se dissermos: não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós (Jo 1,8). Sacramento do anuncio e da atuação da misericórdia de Deus. Se ao longo da história da salvação o chamado à penitência é constante, também é o anúncio da misericórdia de Deus. – Sacramento da volta, ou seja, atraído pela bondade e misericórdia de Deus, o homem é chamado a conversão. Não há reconciliação sem a iniciativa de Deus, mas também não há sem a resposta do homem. – Sacramento da comunidade: Toda salvação tem uma dimensão comunitária. O pecado diminui a luz de todos enquanto que a reconciliação clareia. Não só porque, para o cristão, ela se realiza normalmente pelo mistério da Igreja, mas porque, em certo sentido, a Igreja toda através dos pecados, faz penitencia e os confessa. Por si o pecado não só ofende a Deus e a certas pessoas determinadas, mas também a comunidade eclesial. Também chamado de conversão, sacramento da confissão, sacramento do perdão e sacramento da reconciliação.

4.2. UNÇÃO DOS ENFERMOS:

Salvar, aliviar e perdoar pecados. Declara o novo código de direito canônico que, pela Unção dos Enfermos, “a Igreja recomenda ao Senhor sofredor e glorificado os fiéis gravemente doentes, para que os alivie e salve” (Cân. 998). O que aparece também explicito na carta de Tiago 5, 14-15: Alguém dentre vós está doente? Mande chamar os presbíteros da Igreja para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o doente e o Senhor o porá de pé; e se tiver cometido pecados, estes estão perdoados” Daí são três as finalidades deste sacramento: 1. Exorta aos doentes para que os mesmos livremente se associem à Paixão de Cristo e contribuam para o bem do povo de Deus. 2. Que os doentes se sintam reconfortados de paz e coragem para vencerem as dificuldades próprias ao seu estado de enfermidade ou a fragilidade da velhice. 3. E assim, recuperada a saúde corporal, possa voltar a vida normal e a convivência da comunhão.

  1. FUNDAMENTOS BÍBLICOS PARA OS SACRAMENTOS.

5.1. Batismo: (Jo 3, 1-8) (Rm 8, 14-17).

5.2. Crisma: (At 2, 1-4).

5.3. Eucaristia: (Lc 22, 14-20).

5.4. Penitencia: (1Jo 8,10) (2Cor 5, 17).

5.5. Unção dos Enfermos: (Tg 5, 13-15).

5.6. Ordem: (Jo 10, 1-10) (1Pd 5, 1-4) (Hb 7, 1-25).

5.7. Matrimônio: (Mt 19, 3-12) (Mc 10, 2-9) (1Cor 7, 1-11).

ORGANIZAÇÃO: PE. ADEMÁRIO DA SILVA LEDO FILHO.

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