A MISSA DA REDE GLOBO COM DOM FERNANDO E PE. MARCELO ROSSI.
Por ser algo divino e humano a Igreja Católica traz em si com o passar dos tempos muitas riquezas e valores que tanto bem faz não somente aos seus fiéis, mas a toda humanidade. Dentre tantas coisas interessantes e necessárias, quero aqui falar da Sagrada Liturgia, uma belíssima riqueza que movimenta diariamente a vida da Igreja.
Por sua vez, o Concílio Vaticano II dedicou à liturgia e à sua reforma a Constituição Sacrosanctum Concilium, definindo-a assim, como ação sagrada pela qual, com um rito, na Igreja e mediante a Igreja, se exerce e continua a obra de Cristo, isto é, a santificação dos homens e a glorificação de Deus.
Em si tratando dos ritos, a Igreja traz de forma pré-determinada o que se deve ou não fazer durante as celebrações. No entanto, cabe a cada presidente da celebração ser criativo e dinamiza-la de forma que o mistério seja cada vez mais evidenciado, tornando a celebração cada vez mais participativa e vivida por todos que juntamente com ele celebram. Porém, deve-se respeitar as rubricas, não denegrir o que reza a liturgia e com isso manter a beleza da unidade da Igreja.
Pessoalmente, fico meio que indignado quando padres e até mesmo bispos que ignorando algumas determinações da Igreja acabam presidindo conforme seus caprichos pessoais. Com isso, não quero desmerecer e tão pouco denegrir a imagem de ninguém; o meu propósito é apenas questionar algumas coisas que acontecem no cotidiano de nossa querida e amada Igreja. Apresento aqui, entre outros, alguns erros litúrgicos que constantemente são praticados nas celebrações presididas por Dom Fernando e concelebrada pelo Pe. Marcelo Rossi. Eis as questões:
- Oração da Ave-Maria dentro da Missa;
- Estar sempre informando as horas durante a celebração;
- Faz-se propaganda do programa de rádio antes do ofertório;
- A todo o momento incentiva-se em alta voz o povo a cantar, bater palmas, levantar os braços. (Com isso “quebra-se” a espiritualidade da celebração);
- Apresenta-se uma obscuridade quanto aquele que preside e aquele que concelebra;
- Dificilmente se reza o Credo e o Pai-Nosso. Ambos são sempre cantados com a mesma melodia, sendo esta ditada pelo concelebrante;
- Na elevação o povo sempre aclama: “Meu Senhor e meu Deus...”. Não observam o silêncio tão importante nesse momento. (Até um tempo atrás a DOXOLOGIA era rezada por todos);
- Na oração Eucarística o concelebrante diz: “Bento XVI e Dom Fernando”, sendo que neste momento não cabe o título e deveria se dizer: O nosso Papa Bento e nosso bispo Fernando;
- Durante a quaresma são incentivados os aplausos e cantos que desvirtuam completamente o próprio do tempo.
- A mesa do altar sempre está ornamentada com grandes ramalhetes de flores;
- Enfim, diante destes e outros fatos, a liturgia toma a dimensão de um show, onde se perde muito o caráter de festa familiar, o mistério celebrado em torno da mesa, e também aquilo que é próprio de cada tempo litúrgico, tornando-se assim “uma relação público e artista”.
Levando em consideração estes itens e o grande potencial que a Rede Globo tem em entrar nos lares e ao mesmo tempo em influenciar a mentalidade das pessoas, eu me pergunto: não deveríamos nós padres e bispos termos maior atenção a estes fatos? Digo isso porque já me deparei com situações em que as pessoas queriam fazer acontecer nas missas comunitárias o mesmo que assistem na televisão. Como resposta disse-lhes que a Igreja Católica por si é muito maior que Dom Fernando, Pe. Marcelo Rossi e a Rede Globo.
Também a Canção Nova com seu carisma próprio onde apresenta muitas coisas importantes e a qual tenho muito respeito, deve ser questionada em algumas questões. Além de alguns “deslizes” litúrgicos vem influenciando negativamente muitas pessoas que ainda não têm um amadurecimento na fé. É comum ouvirmos o seguinte: “Eu vi Jesus...” ou “Eu tive uma visão que me fez uma revelação” ou ainda “Fui curada ao ouvir a pregação do padre da Canção Nova, que naquele momento disse diretamente para mim como se me conhecesse e soubesse do meu problema...”. Assim, casos desses tipos, embasados num fundamentalismo carismático, antes de serem assimilados deveriam antecipadamente ser “filtrados”, pois os milagres acontecem, mas não de forma mágica, como as pessoas simples nos relatam quando entusiasmadas pelas pregações que chegam até elas por intermédio deste meio de comunicação.
Respeitando também a individualidade e a criatividade de cada um, faço outro questionamento: Se para ser ordenado padre e posteriormente em alguns casos bispo, a Igreja exige uma formação que mesmo na sua diversidade apresenta um conteúdo acadêmico uniforme, não deveria ser exigido maior coerência com os critérios que são exigidos e ensinados na faculdade e nos cursos de formação? Contudo, acredito que as convicções pessoais são fatores relevantes que interferem negativamente em nossas ações litúrgicas.
Estes e outros erros litúrgicos que estão se tornando quase que normais na vida da Igreja, onde padres convidam a assembléia a rezar juntamente com eles a oração da coleta ou outras, muito contribuem para a ascensão de uma confusão litúrgica, pois se não há uma distinção de papeis dentro da celebração pode-se criar uma visão de que na celebração todos têm a mesma função. Por isso defendo a idéia de que devemos deixar cada vez mais claro o que é próprio do presidente da celebração, dos concelebrantes, dos ministros extraordinários da comunhão eucarística, da assembléia reunida, etc. Se assim fizermos evitaremos até mesmo o surgimento do clericalismo, pois, não teremos padres querendo fazer o que é próprio dos leigos e leigos fazendo aquilo que é próprio do ministro ordenado. Sejamos, então, humildes; estejamos abertos às reciclagens e quando estivermos equivocados, tenhamos a coragem de mudar para melhor celebrar e viver os grandes e maravilhosos mistérios de Deus na vida de nossa querida Igreja.
Pe. Ademário da Silva Ledo Filho.
Pároco.
Por ser algo divino e humano a Igreja Católica traz em si com o passar dos tempos muitas riquezas e valores que tanto bem faz não somente aos seus fiéis, mas a toda humanidade. Dentre tantas coisas interessantes e necessárias, quero aqui falar da Sagrada Liturgia, uma belíssima riqueza que movimenta diariamente a vida da Igreja.
Por sua vez, o Concílio Vaticano II dedicou à liturgia e à sua reforma a Constituição Sacrosanctum Concilium, definindo-a assim, como ação sagrada pela qual, com um rito, na Igreja e mediante a Igreja, se exerce e continua a obra de Cristo, isto é, a santificação dos homens e a glorificação de Deus.
Em si tratando dos ritos, a Igreja traz de forma pré-determinada o que se deve ou não fazer durante as celebrações. No entanto, cabe a cada presidente da celebração ser criativo e dinamiza-la de forma que o mistério seja cada vez mais evidenciado, tornando a celebração cada vez mais participativa e vivida por todos que juntamente com ele celebram. Porém, deve-se respeitar as rubricas, não denegrir o que reza a liturgia e com isso manter a beleza da unidade da Igreja.
Pessoalmente, fico meio que indignado quando padres e até mesmo bispos que ignorando algumas determinações da Igreja acabam presidindo conforme seus caprichos pessoais. Com isso, não quero desmerecer e tão pouco denegrir a imagem de ninguém; o meu propósito é apenas questionar algumas coisas que acontecem no cotidiano de nossa querida e amada Igreja. Apresento aqui, entre outros, alguns erros litúrgicos que constantemente são praticados nas celebrações presididas por Dom Fernando e concelebrada pelo Pe. Marcelo Rossi. Eis as questões:
- Oração da Ave-Maria dentro da Missa;
- Estar sempre informando as horas durante a celebração;
- Faz-se propaganda do programa de rádio antes do ofertório;
- A todo o momento incentiva-se em alta voz o povo a cantar, bater palmas, levantar os braços. (Com isso “quebra-se” a espiritualidade da celebração);
- Apresenta-se uma obscuridade quanto aquele que preside e aquele que concelebra;
- Dificilmente se reza o Credo e o Pai-Nosso. Ambos são sempre cantados com a mesma melodia, sendo esta ditada pelo concelebrante;
- Na elevação o povo sempre aclama: “Meu Senhor e meu Deus...”. Não observam o silêncio tão importante nesse momento. (Até um tempo atrás a DOXOLOGIA era rezada por todos);
- Na oração Eucarística o concelebrante diz: “Bento XVI e Dom Fernando”, sendo que neste momento não cabe o título e deveria se dizer: O nosso Papa Bento e nosso bispo Fernando;
- Durante a quaresma são incentivados os aplausos e cantos que desvirtuam completamente o próprio do tempo.
- A mesa do altar sempre está ornamentada com grandes ramalhetes de flores;
- Enfim, diante destes e outros fatos, a liturgia toma a dimensão de um show, onde se perde muito o caráter de festa familiar, o mistério celebrado em torno da mesa, e também aquilo que é próprio de cada tempo litúrgico, tornando-se assim “uma relação público e artista”.
Levando em consideração estes itens e o grande potencial que a Rede Globo tem em entrar nos lares e ao mesmo tempo em influenciar a mentalidade das pessoas, eu me pergunto: não deveríamos nós padres e bispos termos maior atenção a estes fatos? Digo isso porque já me deparei com situações em que as pessoas queriam fazer acontecer nas missas comunitárias o mesmo que assistem na televisão. Como resposta disse-lhes que a Igreja Católica por si é muito maior que Dom Fernando, Pe. Marcelo Rossi e a Rede Globo.
Também a Canção Nova com seu carisma próprio onde apresenta muitas coisas importantes e a qual tenho muito respeito, deve ser questionada em algumas questões. Além de alguns “deslizes” litúrgicos vem influenciando negativamente muitas pessoas que ainda não têm um amadurecimento na fé. É comum ouvirmos o seguinte: “Eu vi Jesus...” ou “Eu tive uma visão que me fez uma revelação” ou ainda “Fui curada ao ouvir a pregação do padre da Canção Nova, que naquele momento disse diretamente para mim como se me conhecesse e soubesse do meu problema...”. Assim, casos desses tipos, embasados num fundamentalismo carismático, antes de serem assimilados deveriam antecipadamente ser “filtrados”, pois os milagres acontecem, mas não de forma mágica, como as pessoas simples nos relatam quando entusiasmadas pelas pregações que chegam até elas por intermédio deste meio de comunicação.
Respeitando também a individualidade e a criatividade de cada um, faço outro questionamento: Se para ser ordenado padre e posteriormente em alguns casos bispo, a Igreja exige uma formação que mesmo na sua diversidade apresenta um conteúdo acadêmico uniforme, não deveria ser exigido maior coerência com os critérios que são exigidos e ensinados na faculdade e nos cursos de formação? Contudo, acredito que as convicções pessoais são fatores relevantes que interferem negativamente em nossas ações litúrgicas.
Estes e outros erros litúrgicos que estão se tornando quase que normais na vida da Igreja, onde padres convidam a assembléia a rezar juntamente com eles a oração da coleta ou outras, muito contribuem para a ascensão de uma confusão litúrgica, pois se não há uma distinção de papeis dentro da celebração pode-se criar uma visão de que na celebração todos têm a mesma função. Por isso defendo a idéia de que devemos deixar cada vez mais claro o que é próprio do presidente da celebração, dos concelebrantes, dos ministros extraordinários da comunhão eucarística, da assembléia reunida, etc. Se assim fizermos evitaremos até mesmo o surgimento do clericalismo, pois, não teremos padres querendo fazer o que é próprio dos leigos e leigos fazendo aquilo que é próprio do ministro ordenado. Sejamos, então, humildes; estejamos abertos às reciclagens e quando estivermos equivocados, tenhamos a coragem de mudar para melhor celebrar e viver os grandes e maravilhosos mistérios de Deus na vida de nossa querida Igreja.
Pe. Ademário da Silva Ledo Filho.
Pároco.
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